Situemo-nos. Domingo de verám, dia de praia. Adoito jantar na pria muitas das vezes que vou. E essa era a intençom desta volta. E foi por essa razom que fum á praia que nos ocupa, Area da Secada, na Arousa. Por que esta e nom outra? Pois porque eu estava na Ilha, e porque á beira da praia há um chiringo desses nos que ponhem jantares, bocatas e tenhem bebidas frias. E como ia passar o dia e nom estava na minha casa nom podia levar o jantar feito. Assim foi que, pola manhá (nom cedo) passei á beira do chiringo em questom e vim umha piçarra na que ponhia que faziam jantares por encargo e bocatas, sem muita variedade, mas bem me valiam.

Total, que dalí a um par de horas fum mercar um par de bocatas e pugem-me á cola, já que havia mais gente na mesma situaçom. E qual foi a minha surpresa quando escoito dizer a umha moça que atendia o local que nom havia bocatas até mais tarde. Quanto é mais tarde? perguntei eu. E obtivem umha encolhida de ombros por resposta. Semelhava que nom lhes quedara pam ou algo assim, ou isso davam a entender.

Busquei polas imediaçons umha alternaiva que nom atopei, polo que decidim colher o carro e ir á vila, mas como tinha que passar outra vez por alí parei fazer a derradeira tentativa. Para provar sorte perguntei-lhe a umha camareira diferente. A resposta foi similar. Nom há bocatas. Mas o engadido foi diferente. Nom há bocatas porque estamos com os jantares e até que remate de vir gente a jantar de prato nom fazemos bocatas. Diga-se: nom fazemos bocatas porque nom nos sai dos mesmíssimos. De novo sem hora concreta.

E aí começou o meu mosqueo. Se me dim que por umha má previssom quedarom sem pam, ou tenhem mui pouco e querem reserva-lo para os jantares de prato, entenderia-o. Mas nom era o caso. Nom faziam os bocatas porque nom queriam, discriminando assim aos clientes que queriamos bocatas, e que fomos muitos (na meia hora que passou logo desa resposta contaria mais de vinte persoas que marcharom sem o bocata que queriam). Se na piçarra pugeram que os bocatas só se fariam loga da quatro da tarde, tampouco me molestaria (teria-o visto á manhá e já nom iria até as quatro). Ou incluso nom me molestaria se da primeira volta que fum me digeram que nom faziam bocatas até as quatro. Ou as cinco, tanto me tem. Mas nom, nem horas nem um motivo válido mas que o de nom che sirvo um produto que tenho na carta porque nom quero.

Aguardei mais de meia hora (plantado alí de pé para meter pressom) e quando faltavam dez minutos para solicitar-lhes umha folha de reclamaçons, chegarom outras duas senhoras perguntando se lhes faziam dous bocatas de lombo (perguntarom a umha senhora diferente ás duas que perguntei eu) e respostou-lhes que nom faziam bocatas de prancha (vaia! primeira nova! nim a mim nim a ninguém dos que foram até esse momento nos perguntarom de que queriamos o bocata!). Logo de explicar que pensavam que era lombo embuchado e que lhes valia de qualquer coisa, a senhora do chiringo foi fazer-lhes os bocatas, de tortilha, momento que aproveitei para pedir os meus, que me figerom também.

Suponho que será denunciável, nom o sei exactamente, mas o que sim me pareceu foi de mui mal gosto e mui mala educaçom.

Podia ter ido a outra praia. Podia ter mercado o jantar antes de ir. Podia ter feito muitas coisas, mas fum alí porque sabia que havia um serviço, serviço que nom me ofertarom quando diziam que sim. Impressentáveis.

Total. O chiringo da praia de Area da Secada da ilha da Arousa discrimina aos que tomamos bocatas. Pola minha parte nom volto.

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