Bocadillo de calamares en Soria

Bocadillo de calamares en Soria

Seino. Deberíao ter pensado no momento. A quen se lle ocorre mercar un bocadillo de ca-la-ma-res en Soria!? Mais daquela pareceume unha boa idea.

Recapitulemos. Viaxo de Logroño a Madrid en bus e paramos dez minutos na estación de autobuses de Soria. Prevendo que na T4 non vou ter tempo de mercar nin comer nada pido na cafetaría un bocadillo de calamares. Podería ter sido de chourizo, queixo, lombo ou calquera outra cousa, mais eu pedín calamares. Erro.

Si, señores e señoras, comín un dos peores bocadillos de calamares que podedes atopar: pan industrial ‘chicloso’ e uns calamares da peor marca de conxelados do Lidl. O mellor de todo debía ser o papel de plata. Tampouco é que souberan mal, mais calquera parecido con calquer outro bocadillo de calamares que probarades con anterioridade era algo máis que unha casualidade.

Espero que isto, como todas as entradas deste bló, lle sirvan a alguén para non caer no mesmo erro.

  • Bocadillo de calamares
  • Prezo: 4’20 €
  • Cafetaría da Estación de Autobuses de Soria
  • Filed in: Sen clasificar

    by: ifrit

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    Análise jurídica da ‘tapa’

    As ‘tapas’ (“Actually it’s TAY-PAS!!!”, como diria Maurice Moss em The IT Crowd) podem ser objecto de análises ainda mais arriscadas que as puramente nutricionais ou organolépticas. Um bom exemplo disso é o estudo La tapa: análisis jurídico, do qual som autores Javier Álvarez Nogal (advogado) e Jordi Barrat Esteve (professor de Direito Constitucional na Universidade de Leom). Ainda que centrado nos hábitos hostaleiros da capital leonesa -umha visita ao seu Barrio Húmedo sempre é recomendável para os amadores da restauraçom rápida e de qualidade-, o estudo achega elementos de interesse, como esta classificaçom de três institutos jurídicos próximos, mas diferentes:

    • Tapa: Degustaçom gratuita, oferecida por um estabelecimento hostaleiro, como complemento à consumiçom líquida requerida polo cliente ou consumidor.
    • Pincho: Degustaçom que difere da tapa no elemento da gratuidade, dado que o cliente deverá pagar umha quantidade determinada se, junto à sua consumiçom, pretende ingerir algum elemento sólido.
    • Ración: Igual que o pincho, nom é gratuita. Aliás, em funçom de traços como a quantidade servida ou os utensílios facilitados ao cliente (talheres, guardanapos, etc.), pode atingir umha entidade ou consistência de seu que a afasta de ser um mero complemento a umha consumiçom.

    Partindo dessa taxonomia, que pode ser controvertida e de difícil traduçom a outras línguas (com qual dos aludidos conceitos se corresponde um ‘petisco’?), os autores analisam juridicamente a ‘tapa’, para concluirem que se trata dum costume (que é fonte do direito espanhol consoante ao artigo 1 do Código civil) surgido num marco negocial (a compra-venda civil dumha consumiçom líquida, como prestaçom acessória a esta).

    O estudo contém outras inteligentes consideraçons jurídicas que nom glossarei, pois som consciente de que estas delicatessen legais podem ser de digestom pesada para quem nom esteja familiarizado com as artes do direito. O leitor ou leitora interessada pode aprofundar na matéria lendo o artigo dos senhores Álvarez e Barrat, que lhe permitirá papar essas ‘tapas’ de tortilha ou de salada russa com sagacidade de jurisconsulto.

    Filed in: Sen clasificar

    by: francovicetto

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